Composição I – “AutoMente”

Atualmente, a mente no “modo auto”, tende a adaptação do comum, do previsível, do “do momento”. Penso que dessa maneira, inconscientemente, nos forçamos a normais e notáveis. Que é um conflito. Acredito pouco que algo comum ou normal seja evidenciado ou notado facilmente. Mas talvez seja o que queremos. Tudo em todos.
Conhecer o “modo auto” faz parte do processo de expressão. As reações automáticas a cada sentimento diferente, um sorriso sem graça, um polegar pra cima, uma piscada de um olho só. Cada movimento expressivo de incontáveis palavras não verbalizadas traz um raciocínio imediato ao espectador, que interpretará isso da maneira mais cultural possível (automático). Neste ponto, o cuidado em ser claro deve tomar conta de boa parte do movimento. Não suponho que seja possível ter esse cuidado no “modo auto”, mas também não desacredito de mentes altamente “automente” se impulsionem a reagirem precisamente expressivas. Mas uma coisa é certa, cada qual, vai subjetivamente guardar cada ação interpretada. E se for interessante pra si, vai armazenar cada informação vinda, montando uma espécie de banco de dados, cheio de características e detalhes que vão lhe ajudar em uma próxima vez.
Prove das vantagens e desvantagens de estar em “automente” com algumas situações. Perceba as reações, suas e alheias. Autorize que cada detalhe seja perceptível.
O cuidado com o que fala, nos movimentos, em ser sociável, em fazer parte do normal ou de certo grupo, ser “gente boa”, civilizado… tudo isso é culturalmente normal.
Como entrar em “automente”?
Talvez a pergunta seja: como sair?
Não é do costume de muitos, ser quem realmente é. Igualzinho quando deita no travesseiro, entende?
A idéia é saber quem você não é sendo você em “automente”. Assim, você conhece a massa cultural espectadora. E dirige com precisão cada ação pra obter a reação desejada.
Componha dois motivos distintos da mesma situação:
Alguém te deixou extremamente indignado.
“Automente” te diz pra ser melhor pessoa, lidar com isso calmamente, mesmo que contra vontade engolir seco e seguir em paz com a situação, e, conviver com o tormento do “eu deveria ter…” por algum tempo, ou deixar que a ira da situação tome conta. Este é o tão chamado DESCONTROLE, ou seja, quem você realmente é!

Comentários para “Composição I – “AutoMente””

  1. Evandro Oliveira 02. jul, 2010 at 08:51 #

    Um texto muito reflexivo e esclarecedor…
    Muito Bom JC.

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